Na verdade, elas se chamam esferas de sinalização diurna. Essas esferas são equipamentos de segurança que devem ser instalados nos cabos das torres de transmissão que ficam em locais sujeitos a voos de aviões e helicópteros, para servirem de alerta aos pilotos para que os mesmos não se aproximem dos cabos e venha a ocorrer um acidente.
Essas esferas de sinalização são fixadas em alguns casos no cabo para-raios, no condutor de maior altura ou em ambos os casos. Elas são usadas para destacar estruturas (neste caso, cabos) quando é impraticável torná-las visualmente reconhecíveis (geralmente à distância), pintando-as. Você verá essas esferas em extensos cabos catenários que atravessam não só rodovias, como também cânions, rios, lagos e vales.
Essas esferas devem ser facilmente visíveis a alguns milhares de metros de distância. É por isso que elas são grandes o suficiente para serem observadas à distância. Além disso, elas geralmente são fabricadas com cores que oferecem o máximo contraste com o terreno de fundo.
Tais equipamentos de segurança foram projetados para resistir a intempéries e raios ultravioletas, além de não entrarem em atrito com o cabo e nem causar eletrólise ou ressonância harmônica durante eventuais vibrações. Podem resistir à corrosão, ferrugem, água, poeira e alta temperatura, podendo ser usadas por muito tempo.
De modo geral, as esferas de sinalização são feitas de resina de poliéster e reforçadas com fibra de vidro, contando com cerca de 600 mm de diâmetro e pesando em média 5 kg.
As esferas de sinalização são itens de instalação obrigatória no setor elétrico brasileiro. Segundo a norma brasileira ABNT NBR 6535, essas esferas podem ser disponibilizadas nas cores laranja ou vermelho. Em outros países é comum encontrar esferas com outras cores.
Como as esferas são instaladas?
Durante a construção das linhas ou manutenção das mesmas quando estão desligadas, um eletricista desliza por sobre os cabos levando com ele as esferas. Em linhas de transmissão já energizadas, onde é necessário realizar a substituição ou reposição das esferas, é utilizado o método de trabalho em linha viva com helicóptero.

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