
O
homem que organizou um "tomataço" no mês passado contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar
Mendes jogou tomates na rampa do Palácio do Planalto e tentou invadir o prédio. Nesta sexta-feira, houve
gritaria e correria entre os seguranças do palácio.
Segundo
Ricardo Rocchi, ele e uma mulher pediram para que o motorista do Uber parasse
repentinamente na pista em frente ao Planalto, em meio à chuva. Os tomates
foram jogados e ele tentou pular a cerca do prédio, mas não conseguiu. Dentro
do palácio, seguranças gritavam e corriam para a rampa.
Depois que cerca de 20
militares da guarda presidencial ficaram em frente ao manifestante, Rocchi
gritou palavras de ordem com um alto-falante. O alvo principal foi o presidente
Michel Temer, que está em São Paulo nesta sexta-feira.
O
manifestante, que se denomina do movimento "Tomataço", havia sido
detido em agosto em São Paulo com uma sacola de tomates e foi retirado de um
evento com Gilmar Mendes. Em outubro, Rocchi lançou mão dos frutos novamente
para protestar em frente ao Instituto de Direito Público, faculdade da qual o
ministro do STF é sócio.
Rocchi diz
defender a Operação Lava-Jato e fez menção ao general da ativa do Exército
Antonio Hamilton Mourão, que em setembro afirmou que o Exército terá que
"impor" solução ao problema político se as instituições não o
fizessem, por meio do Poder Judiciário.
— Pela Lava-Jato, pela justiça. O general Mourão precisou se manifestar. Ou saem da vida publica os bandidos como Temer ou eles vão ter que impor. Você viu isso? Então, tem que impor. Nós somos desse lado, do lado do bem, né? Não tem o mocinho e o bandido? Somos do bem, somos o mocinho — afirmou Ricardo Rocchi.
— Pela Lava-Jato, pela justiça. O general Mourão precisou se manifestar. Ou saem da vida publica os bandidos como Temer ou eles vão ter que impor. Você viu isso? Então, tem que impor. Nós somos desse lado, do lado do bem, né? Não tem o mocinho e o bandido? Somos do bem, somos o mocinho — afirmou Ricardo Rocchi.
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