terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Madrugada de terror na Zona Oeste do Recife

Moradores do Recife relatam explosões, tiros e homens encapuzados com armas em punho

Moradores da Zona Oeste do Recife viveram uma madrugada de terror nesta terça-feira (21). Cerca de 20 criminosos fortemente armados realizaram uma série de ataques na região. Eles tinham como alvo a empresa de transporte de valores Brinks, que fica na avenida Recife, no bairro da Estância. Para conseguir roubar cerca de R$ 60 milhões do cofre da transportadora, fecharam ruas, queimaram carros e criaram um cenário de guerra na capital pernambucana um dia após a troca no comando da Polícia Militar, às vésperas do Carnaval.

A ação criminosa começou por volta das 2h. Moradores da região e pessoas que passavam pelo local registraram os momentos de tensão em vídeos e fotos. O grupo explodiu o muro de uma loja de conveniência de um posto de gasolina para ter acesso ao cofre da Brinks, conseguindo ter acesso a quantia guardada lá. Na fuga, eles passaram por uma blitz do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran), entrando em confronto com a polícia. Policiais do Batalhão de Polícia de Radipatrulha e da Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe) chegaram para reforçar. Foram mais de 60 minutos de trocas de tiros.

No confronto, um policial do BPTran levou um tiro raspão de fuzil na perna, um soldado do Cioe foi baleado de raspão no braço e um soldado da Radiopatrulha foi baleado na orelha. A polícia acredita que criminosos também tenham ficado feridos. Em torno de 300 policiais entre civis e militares participam das buscas pelo grupo.

A equipe que trabalhava no combate aos criminosos relatou que eles estavam fortemente armados e que tinham sotaque característico do Sul e Sudeste do Brasil. Armas que estão entre as mais poderosas do mundo foram usadas pelos criminosos, como o fuzil Ponto 50 e AK-47 (usada em guerras e conflitos armados).

"É um armamento pesado que, apesar da gente ter condição, respondemos com dificuldade por conta do poder de fogo deles, que era muito grande. Dos carros abandonados, a Blazer e a Hillux eram blindadas. Dentro da Blazer encontraram mil munições e 60 carregadores. Foi uma ação bem estruturada, digna de uma ação cinematográfica. Eles montaram todo um estudo da situação para dificultar ao máximo a ação da policia. O alvo exclusivo foi a Brinks, de onde eles levaram cerca de R$ 60 milhões", detalhou o tenente Gleidson Gonçalves, do 11º BPM.

Policiais feridos
Dos três policiais atingidos durante a troca de tiros, dois foram encaminhados para o Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, no Recife. Jarbas Arruda Cordeiro (Cioe), de 46 anos, e José Wellington da Saúde (BPTran), 31, passam bem. O terceiro policial baleado ainda não foi identificado.



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