
- O nervosismo é tanto... Ninguém gosta de perder. E meu sangue não é frio. Ele é superaquecido. Eu adoro ganhar e não consigo conviver só perdendo. A situação do clube estava tão difícil... O Náutico tem bons jogadores, mas não para essa (Primeira) divisão. Alguns não são (...) Se eu estiver trabalhando em outra divisão, alguns podem trabalhar comigo. Para a Série A, precisa ter muito mais. A Série A é complicada (...) Então, se você não tiver um nível qualidade grande...Ainda mais hoje no Náutico, em que a condição do gramado favorece quem tem qualidade. É muita grande a diferença. Contra o Vasco, no segundo tempo, o Dorival Júnior colocou o Juninho no segundo tempo. Foi a gota d'água. A diferença é absurda.
De acordo com Jorginho, o Náutico precisava de reforços em quase todos os setores, mas seu planejamento esbarrou em uma falha cometida pela diretoria do clube.
- Nem eu, nem ele (presidente) lembrávamos dessa norma da CBF, que não poderíamos contratar jogadores da Série A. Ele já tinha contratado cinco. Tem uma outra regra que você também não pode contratar mas que três atletas de uma outra equipe para não virar filial. Quando nós chegamos em um domingo para sentar para decidir os nomes, o presidente disse: “Sinto muito, não tem como”. Aí aquilo foi a gota d’água. São atletas maravilhosos, que se dedicam muito pelo clube, mas infelizmente a diferença de qualidade é grande para disputar a Série A - concluiu.
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