“Conta-se que certa vez um homem muito
maldoso resolveu pregar uma peça em um mestre, famoso por sua sabedoria.
Preparou uma armadilha infalível, como
somente os maus podem conceber.
Tomou um pássaro e o segurou entre as mãos,
imaginando que iria até o idoso e experiente mestre, formulando-lhe a seguinte
pergunta:
– Mestre, o passarinho que trago nas mãos
está vivo ou morto?
Naturalmente, se o mestre respondesse que
estava vivo, ele o esmagaria com as mãos, mostrando o pequeno cadáver. Se a
resposta fosse que o pássaro estava morto, ele abriria as mãos, libertando-o e
permitindo que voasse, ganhando as alturas. Qualquer que fosse a resposta, ele
incorreria em erro aos olhos de todos que assistissem à cena.
Assim pensou. Assim fez.
Quando vários discípulos se encontravam ao
redor do venerando senhor, ele se aproximou e formulou a pergunta fatal. O
sábio olhou profundamente o homem nos olhos. Parecia desejar examinar o mais
escondido de sua alma, depois respondeu, calmo e seguro:
– O destino desse pássaro, meu filho, está
em suas mãos.
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