- A paz depende muito mais do esquecimento
do mal que do propósito de corrigi-lo. Toda vez que buscamos a retificação de
nós mesmos, olvidando as faltas dos outros, situaremos o ensinamento silencioso
da bondade, na própria exemplificação, sem alarde e sem menosprezo ao valor do
próximo.
Esquece o mal e o bem aparecerá. A própria natureza é uma lição viva
nesse particular. O solo despreocupa-se dos detritos que o temporal lhe arremessa
à face e produz o milagre do pão…
O mármore ignora os golpes contundentes do
martelo e converte-se em obra prima… A semente desconhece a solidão da cova
escura a que é projetada e transubstancia em folhagem, perfume, flor e fruto…
Enquanto te demoras, na contemplação do mal, perdes tempo, adiando a cultura do
bem. Da arte de esquecer as experiências inferiores, nasce a vitória da
verdadeira ascensão espiritual.
“Avancemos ao sol do amor e, se temos conosco a
vocação de consertar pela violência ou de corrigir pela irritação, estejamos
convencidos, com a sabedoria do povo, de que, em qualquer lugar ou em qualquer
tempo muito ajuda quem não atrapalha”.
Do livro “Urgência”.
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