A Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco anunciou, ontem, que os mais de 30 mil professores da rede estadual não receberão o bônus de R$ 200 para comprar livros durante a 9º Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, no Centro de Convenções, entre os dias 4 e 13 de outubro. A parceria entre a Bienal e a secretaria existe desde 2007. Na última edição, o montante foi de R$ 6,3 milhões.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) deve procurar a secretaria para discutir o corte. “Vamos exigir um diálogo para entender o motivo de uma medida que vai prejudicar não só os professores, mas toda a rede de ensino”, adianta Heleno Araújo, presidente da entidade. Por telefone, o secretário de Educação, Ricardo Dantas, contou que a decisão foi motivada pela ação judicial movida pela Andelivros (criadora da Bienal e ex-sócia da Cia. de Eventos, atual organizadora) contra a Cia. De Eventos, em 2011, pelo direito de utilizar a marca Bienal do Livro de Pernambuco.
“Nos anos anteriores, nosso contrato foi firmado com a Andelivros. Decidimos não patrocinar nem firmar parceria com nenhuma das duas”, explica Dantas. A Cia. de Eventos, produtora da feira, reclama ainda da ausência do apoio da Empetur, que cedeu o Centro de Convenções em anos anteriores, e, em 2013, cobra R$ 655 mil pelo aluguel. “Isso não vai impactar o sucesso da Bienal”, afirma Rogério Robalinho, da Cia. de Eventos.

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