
Após a divulgação de que os professores fariam uma greve nacional de três dias, meios de comunicação, diretores de escolas, governos e muitas outras pessoas e instituições se pronunciaram, questionando a necessidade de uma greve em lugares como Pernambuco, onde o governo afirma que o piso salarial de R$ 1451 será implantado. "Os alunos serão prejudicados!", gritam os "justiceiros" de plantão. Nós, professores, estranhamos a reação. Até porque temos muitas dificuldades para encontrar esses "justiceiros", esses "cidadãos preocupadíssimos com a educação no Brasil" quando precisamos reivindicar problemas que se instalaram há muitos anos e, temos certeza, não foram provocados por nós.
Vejamos, ao menos, 7 motivos para que precisemos reivindicar:
1.Querem distribuir tablets para os alunos, mas faltam materiais básicos nas escolas, como papéis para imprimir provas e apagadores;
2.Ainda é grande a quantidade de professores contratados (não concursados) nas escolas, mas no discurso do governo esses profissionais assumiriam apenas em casos de licença dos efetivos;
3.Faltam, nas unidades de ensino, profissionais fundamentais para o bom desempenho dessas instituições, como educadores de apoio e psicólogos;
4.Cadernetas nunca chegam no início do ano letivo (estamos em março e ainda não recebemos!). Professores são obrigados, no entanto, a preencher, às pressas, as informações do primeiro bimestre, que se encerra em abril;
5. Alunos são indisciplinados, pais não se preocupam com isso e não frequentam a escola, nem são incentivados a agirem assim;
6. Para implantar o piso, o governo de Pernambuco incorporou gratificações e extinguiu o plano de cargos e carreiras, prejudicando, como sempre, o professor;
7. Diante de todos esses e de tantos outros problemas querem nos convencer de que R$ 1451 é um salário digno?
E depois ainda são os professores que estão "prejudicando os alunos"...
DIÁRIO: Amanda
Você falou muito bem. Mas, isso é só a ponta do iceberg.
ResponderExcluirTemos professores que estão com problemas de depressão, estão sendo ameaçados pelos alunos e pelos pais deles.
Pais que pensam que nós somos “ professores multifuncionais”.
E ainda temos “colegas” que acham que a paralisação é errada. Vai saber. Deve estar trabalhando em outro planeta, porque aqui não é.