Negão,
Cecílio Freitas, Zacarias, Zezinho Mano, João, Pídio, Zuza, Biduda, Tide, Pinga
Fogo, João Lima, Fernando e Toinho Quel. Por trás: Abel e Arnaldo.
Setembro
também é o mês de aniversário do Santa Cruz Futebol Clube, conhecido também
como o “Tricolor da Gameleira”. 101 anos de existência e muitas histórias
vividas por jogadores, dirigentes, técnicos e torcedores. O time surgiu na rua
da estação e em seguida mudou-se para o bairro da Gameleira, hoje São Pedro.
Sua fundação tem registro do dia 11 de setembro de 1922, mais antigo do que a
cidade de Belo Jardim (1928).
Clube
dos Cacheiros foi o primeiro nome do time, quem estava à frente era o português
Antônio Moreira comerciante naquela época. Nos anos seguintes o tricolor da
Gameleira foi comandado pelo também comerciante o senhor Cecílio Freitas que
adquiriu o campo da Gameleira que era cercado de aveloz, construiu o vestiário
servindo de espaço reservado para os jogadores.
Registro
nomes de pessoas que colaboraram como dirigentes do Santa Cruz da Gameleira na
época dos anos dourados: José de Souza, Laides Cruz, Geraldo Magalhães, Zé
Galego, Aloisio do Ouro, Zé Palito, Saturno, Marconi Ferreira, João Torres,
Geraldo dos Passos. Outros dirigentes: Duda, Tenente, Paulo Ludugero, Adelmo
Domingos, Ismael, Valter Batista.
Atletas
que fizeram histórias defendendo a camisa do tricolor belo-jardinense: Pinga
Fogo, Biduda, Tide, Dionísio, Pídio, Zezinho Mano, Zezito de Albino, João Lima,
Sebastião Lopes, João Raposo, Rinaldo, Toinho de Simão, Marconi Ferreira, Rui e
Zé Dionísio.
Em
outra época do Santa Cruz também foram destaques os seguintes atletas: Rivaldo,
Tininha, Viana, Saulo, Índio, Lulinha, Zé de Tota, Toinho Falcão, Tuel, Nena,
Mané Mago, Adelmo Domingos, Carlinhos Souza, Marcílio Barrão, Tenente.
Treinadores:
Zezinho Mano, Tide, Wilson Lima, Tininha, Geraldo Fincão, Negão, Pontes.
Fiéis
e autênticos torcedores que sempre estavam incentivando o seu tricolor do
coração: O quarteto era formado por Cazuzinha, Mané da Batata e Eduardo Ceará,
Eronildes.
O
velho Santa Cruz deixa muitas saudades aos antigos desportistas
belo-jardinenses, o time era chamado de “terror” nos campos das cidades do
interior pernambucano. Jogos históricos contra o AGA de Garanhuns, ASA de São
Bento do Una, Comercial e União Peixe de Pesqueira, Democrático de
Arcoverde, Vera Cruz e Comércio de Caruaru foram encontros que ainda hoje estão
registrados nas memórias das pessoas que participaram de forma direta ou
indireta desses clássicos. Em 1964 o Santa Cruz foi Vice Campeão da Taça
Pernambuco e várias vezes, campeão do Campeonato belo-jardinense.
O
Santa Cruz já revelou vários jogadores para times profissionais, Rivaldo foi
penta campeão pernambucano defendendo o Santa Cruz do Recife, Carlinhos Souza
foi outro atleta que também defendeu o tricolor do Arruda.
O
time anda no esquecimento dos desportistas belo-jardinenses. É verdade que
ainda existem alguns torcedores e colaboradores do time, porém, considero muito
pouco e nota-se que aos poucos a tradicional agremiação do Santa Cruz da
Gameleira vai desaparecendo do cenário esportivo da cidade. “A saudade
faz parte de um tempo glorioso do Santa Cruz da Gameleira, Parabéns”.
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