Apesar de sua fama,
desde pequeno Wadlow sofria as consequências de uma disfunção que o
impedia de parar de crescer. Aos 13 anos, ele chegou a medir 2,23 metros de
altura e aos 19, já era o homem mais alto do mundo, com 2,54 metros . Devido à
sua altura, o rapaz foi atormentado por lesões nos pés ao longo de
sua vida, precisando recorrer ao atendimento médico diversas vezes. Seu pé
media cerca de 47 centímetros, sendo necessário um sapato tamanho 70.
Em relato publicado no Guinness World Records na quarta-feira (29), as dificuldades causadas pelo tamanho de
seus pés fizeram Wadlow usar uma tornozeleira para sustentar sua estatura.
Isso aconteceu depois de ele fraturar os ossos do pé brincando com um amigo,
aos 14 anos. A ida ao hospital se repetiu três anos depois, devido a
uma infecção causada por uma almofada de sapato projetada para apoiar
o arco de seus pés.
Em 1936, Charles
Humberd, um legista e médico que estudava o gigantismo, fez uma visita
para examinar Robert Wadlow. O diagnóstico revelou que o rapaz não sentia
toque, dor ou sensações térmicas nos pés. A falta de sensibilidade colaborou
para que Wadlow não sentisse a bolha que futuramente tiraria sua vida.
Sapatos mortais
Além de ser doloroso,
ter os maiores pés do mundo era extremamente caro: na época os sapatos fabricados
especialmente para o norte-americano custavam US$ 100 — o que na inflação de
2022 seriam pouco mais de US$ 2 mil.
Para cobrir os custos do
seu calçado, Robert começou a viajar junto com a International Shoe Company,
que lhe fornecia os sapatos feitos sob medida para promover o produto. No meio
dessas viagens, após participar de um desfile do Dia da Independência no
Manistee National Forest Festival de 1940, em Michigan, ele voltou para seu
quarto de hotel com febre. E foi aí que mais problemas começaram.
O motivo
da hipertermia foi uma inflamação causada por uma bolha séptica em
seu tornozelo direito causada por uma cinta de ferro mal ajustada, que ele
usava para apoiar as pernas. A falta de sensibilidade fez com que Robert não
visse a gravidade da situação.
Mesmo com o auxílio de
uma cirurgia de emergência realizada no quarto de hotel em que ele
estava, o homem piorou gradativamente e não resistiu à infecção. Robert Wadlow
faleceu aos 22 anos, no dia 15 de julho de 1940, medindo 2,74 metros.
Caixão gigante
O corpo de Wadlow foi
levado de volta a Alton, Illinois, para o enterro, e foi necessário um caixão
de aproximadamente 3 metros que exigiu pelo menos 16 carregadores no
transporte. Como o caixão era muito longo para caber inteiramente dentro do
carro funerário, as portas traseiras foram mantidas abertas e um pano preto foi
usado para esconder a parte que ficava para fora.
De acordo com o Guinness, a
curiosidade fez com que as pessoas formassem filas de até três quarteirões para
ver o corpo. Estima-se que 33.295 pessoas viram o cadáver ou compareceram ao
funeral.
Após a morte de Robert,
sua família destruiu a maioria de seus pertences pois não queriam que eles
fossem coletados e exibidos como artefatos “bizarros” ou “gigantes”. Além
disso, o túmulo foi selado com concreto para impedir quem que tentasse exumar o
cadáver.
Em 1985, uma estátua de
bronze em tamanho real de Robert Wadlow foi erguida em sua cidade natal,
imortalizando o gigante de Alton para sempre.
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