
Cerveja com mandioca forma a casadinha que deu certo no
lançamento mais recente da Ambev, chamada de Nossa. A bebida, distribuída em
todo o Estado, leva a ideia de campo para o copo graças ao valor sertanejo
agregado pelo insumo. Embora não seja a mesma raiz consumida na mesa
nordestina, a espécie que a indústria transforma em fécula para
fazer uma breja mais leve e barata em comparação às tradicionais, garante a
manutenção da cadeia produtiva na microrregião de Araripina, no Sertão do
Estado.
E isso é motivo para este ano ser um dos melhores na produção do agricultor Silvano Coelho, que se dedica à
propriedade da família, localizada na Zona Rural da Serra do Inácio. Duas razões são
fortes para ele comemorar o dobro de área cultivada, agora em 100 hectares. A
chuva, que caiu entre os meses de maio e junho, e o contrato de fornecimento
direto com a cervejaria.
“E mandioca na
cerveja dá certo?”, ouvia Silvano de outros agricultores curiosos com a empreitada,
lançada oficialmente na região no meio do ano, e que agora rende um produto com
preço final de R$ 3, a garrafa de 600ml. Um projeto que começou bem antes, três
anos atrás, ainda na fase de identificação das famílias com os requisitos para
oferecer o insumo direto à fábrica, sem a presença de atravessadores.
“A companhia surgiu com a vontade de fazer um produto local, através da pesquisa de mercado feita
em parceria com a ONG internacional TechoServe, que mapeou onde
poderíamos obter esse elemento nas condições ideais para os dois lados”, diz o
engenheiro agrônomo e um dos responsáveis pelo desenvolvimento dessa cadeia
produtiva junto à Ambev, Vitor Pistoia.
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