sábado, 10 de novembro de 2018

Cerveja de mandioca movimenta produção em Araripina


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Cerveja com mandioca forma a casadinha que deu certo no lançamento mais recente da Ambev, chamada de Nossa. A bebida, distribuída em todo o Estado, leva a ideia de campo para o copo graças ao valor sertanejo agregado pelo insumo. Embora não seja a mesma raiz consumida na mesa nordestina, a espécie que a indústria transforma em fécula para fazer uma breja mais leve e barata em comparação às tradicionais, garante a manutenção da cadeia produtiva na microrregião de Araripina, no Sertão do Estado.

Eisso é motivo para este ano ser um dos melhores na produção do agricultor Silvano Coelho, que se dedica à propriedade da família, localizada na Zona Rural da Serra do Inácio. Duas razões são fortes para ele comemorar o dobro de área cultivada, agora em 100 hectares. A chuva, que caiu entre os meses de maio e junho, e o contrato de fornecimento direto com a cervejaria.

“E mandioca na cerveja dá certo?”, ouvia Silvano de outros agricultores curiosos com a empreitada, lançada oficialmente na região no meio do ano, e que agora rende um produto com preço final de R$ 3, a garrafa de 600ml. Um projeto que começou bem antes, três anos atrás, ainda na fase de identificação das famílias com os requisitos para oferecer o insumo direto à fábrica, sem a presença de atravessadores. “A companhia surgiu com a vontade de fazer um produto local, através da pesquisa de mercado feita em parceria com a ONG internacional TechoServe, que mapeou onde poderíamos obter esse elemento nas condições ideais para os dois lados”, diz o engenheiro agrônomo e um dos responsáveis pelo desenvolvimento dessa cadeia produtiva junto à Ambev, Vitor Pistoia.

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